Sou um poço sem fundo de emoções,uma mente aborrescente cheia de desvaneios,uma futura alcoolatra da sociedade,uma gorduchinha que emprestou as banhas,uma jogadora de basquete que esqueceu de crescer,uma poeta sem criatividade,uma seguidora de Deus com pouca bondade,uma ladra de sonhos,uma pecadora insana,o mundo,o vazio,o nada,o por acaso,o inconsequente e quem sabe até onipresente. Sou uma muda sem audição que sente o cheiro do medo,uma arvore carnívora,eu sou tudo o que você vê,misturado com realidade e fantasia.
Eu sou o tudo,eu sou o nada,eu sou como sou, mas nem sempre tudo o que os outros acham que eu poderia ser.
Quantas vezes você já se vetou de falar ou fazer algo porque te disseram que não deveria ,ou que estava errada em o querer?!
Exigem sempre de você,mas quando faz algo por si te puxam pra baixo como se nada daquilo importasse.
Eu aprendi com o tempo [não tanto,mas com o pouco que já tive] que não vale apena fechar minha boca porque dizem que uma mocinha educada não pode xingar,ou que mulheres não devem dar o primeiro passo com homens,o que eu era meio maluca em fazer aquilo e por ai vai.
Eu já deixei de sair,correr,nadar,voar,xingar,bater,pelo simples fato de não poder ser o que sou. Vergonha por não me enquadrar já fez parte de meu dia a dia.
Hoje noto que não vale apena,eu sou um folha ao vento,uma página em branco louca pra ser preenchida com todas as aventuras possiveis,dizer o que penso,rir quando quero,gritar quando preciso,cantar pra meus males espantar.
Ontem eu era uma menina magrela,meiguinha,aparentemente boazinha,com a voz mansa que chegava a parecer um miado de gato novo quando falava,com olhos profundos que conseguiam enxergar além do que as pessoas queriam me mostrar. Hoje sou aquela garota sem medo de se arrepender,errei,errarei novamente,vou chorar,vou gritar,vou dar uma de esperta,talvez algumas incertas apenas pra ver no que dá,cansei de medir palavras,cansei de calar meus gritos surdos no meio de uma multidão cega...eu vou crescer,vou mudar,vou renovar para que um dia,quem sabe,me torne aquela pessoa...não a que você vê ou quer que eu seja,mas aquela que realmente sou.
Sinto em dizer,mas não sou aquela que um dia você conheceu,eu sou aquela que eu quero ser...E você,quem você é?
E já dizia Raul Seixas
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.."
Não era isso que eu queria escrever,mas acabou que foi isso que saiu!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
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4 comentários:
Saiu o que precisava sai, minina bonita o/
Porque não somos nem o que os outros querem que sejamos, nem mesmo aquilo que queremos ser ou mesmo aquilo que precisamos ser.... somos obras inacabadas feitos com o que pensamos, sentimos e fazemos e nunca estaremos completos senão na hora de nossa morte.
pensei nisso tbm moça bunita \o
lembro que vc me disse esses dias enquanto eu escrevia o conto,que mta das vezes não sai como a gente quer,mas como deve ser ^^
ao menos no final teremos uma definição de como somos ^^
Meio pessimista acreditar que estamos "completos" somente na nossa morte, não?
Aliás, costumo ouvir que as pessoas "querem algo para se completar" - absurdo. Sou o hoje, sou o agora. Sou completo na medida em que sou o que quero... escolho minhas identidades no decorrer do tempo, e aquilo que me convêm. Esse "vazio por dentro" já é histório, nos simplesmente herdamos isso, sem saber direito o que é e como preenchê-lo - enfim, vazios só me servem como fonte de inspiração, sou múltiplo, mas incompleto... prefiro não pensar assim.
Como Rafinha mesmo disse: somos um "monte de coisa", mas pensamos que somos incompletos pelo fato dessas "coisas" não serem um quebra-cabeça.
Ser incompleto significa que vc esta sempre aprendendo, melhorando e crescendo. Uma obra acabada é uma obra que não precisa mais ser trabalhada.
O que vc considera pessimismo pra mim é oportunidade de crescimento contínuo. =)
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